jun 29
    

 

Se ainda tem gente desconfiada, pode mudar de postura: a nota fiscal paulista funciona mesmo. Realizei um saque com crédito em conta corrente sem maiores problemas. Toda vez que o consumidor pede para colocar o CPF (Cadastro da Pessoa Física) na nota fiscal, gera um arquivo (eletrônico na maioria das vezes) que é remetido a Secretaria da Fazenda. O crédito é de 30% do imposto gerado. O valor varia de empresa para empresa, pois dependerá do regime de tributação que ela está enquadrada. O crédito pode ser acompanhado pelo consumidor/contribuinte pelo site www.fazenda.sp.gov.br. Basta ter o cadastro, criar um senha e pronto. O crédito pode ir para caderneta de poupança, conta corrente, compensar tributos e até mesmo ser transferido para outra pessoa. Peça nota fiscal e forneça seu CPF e tenha parte do tributo de volta. Vale lembrar que ainda há premiação por sorteio. Este tema foi sugerido por nossos leitores.

 Comprar ou não um carro novo agora

O governo deve divulgar amanhã se mantém ou não a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na compra de carros novos. Há três possibilidades: a primeira, inclusive defendida pelo presidente Lula, é de prorrogar a redução, mantendo os patamares atuais; a segunda, defendida pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, é de manter a redução, mas em patamares menores do que os atuais; e a terceira, defendida pelos técnicos do governo, é de simplesmente acabar com a redução. Se realmente sair a decisão amanhã, fica mais fácil analisar o cenário, indicando se deve ou não comprar agora o veículo. Sugiro que quem está disposto a adquirir o carro novo que mantenha uma reserva, pesquise a marca e modelo, enfim deixe a coisa encaminhada assim, se as regras atuais se alterarem já terá melhores condições de negociar a compra do novo veículo. Se tiver que comprar, aproveite a redução do IPI.

 Financiamento imobiliário: parcelas fixas ou variáveis?

Alguns leitores estão em dúvida se devem financiar um imóvel em parcelas fixas ou pelo sistema antigo, variável. O raciocínio é o seguinte: a parcela fixa tem taxa de juros um pouco maior do que na parcela variável. A parcela fixa é boa para que o mutuário possa planejar seus gastos. Se a prestação hoje for de R$ 500,00 será sempre este valor. Na variável dependerá do comportamento da economia nos próximos anos. Tudo indica que os juros no Brasil continuarão caindo, portanto, o financiamento variável tende a ser mais barato do que em parcelas fixas. Analise seu perfil: não gosta de correr nenhum risco? Então faça em parcelas fixas, mesmo pagando um pouco mais. Seja qual for a forma de financiamento o indicativo é que, sempre que possível, amortize mais o saldo devedor do que simplesmente o valor da parcela mensal. Use o décimo terceiro, recebimento de férias, FGTS ou algum ganho extra. Quanto mais rapidamente quitar o saldo devedor menos juros pagará.

 Faça seguro

Se o desejo é ter independência financeira considere em seu orçamento doméstico o pagamento de prêmios de seguro. Se tiver filhos então, não há como fugir. Quanto mais jovem e saudável a pessoa for, mais barato será o seguro. Procure modalidades como incapacidade parcial, pois caso seja vitima de acidente de trânsito, ou qualquer outro acidente que deixe seqüelas o segurado terá cobertura financeira. Um plano de saúde também é indicado. É verdade que o custo geral não é baixo, mas também é verdade que podemos priorizar em que queremos destinar nosso dinheiro. Estas modalidades não são gastos, são investimentos. No caso de seguro de automóvel, se o dinheiro está curto, faça ao menos um seguro contra terceiros. É barato e ajuda muito quando a pessoa se envolve em um acidente de trânsito.

 Bolsa de Valores: mercado primário e secundário

Quando uma empresa abre seu capital e oferece ao mercado ações em troca de dinheiro, é denominado de mercado primário. Assim a empresa capta estes recursos e aplica em sua atividade. O investidor, neste caso, aposta no bom desempenho da empresa, gerando mais dinheiro do que ele colocou inicialmente. Já o mercado secundário é quando os acionistas vendem suas ações para outros investidores. A maior parte dos negócios efetuados diariamente na Bolsa de Valores é do mercado secundário. Em resumo: mercado primário é a empresa com o investidor. Mercado secundário: é o já acionista (que possui ações da empresa) com outro investidor. Fique de olho nas aberturas de capital, pois haverá sempre boas oportunidades de obter boa rentabilidade do dinheiro.

 Mude para melhor!

O dinheiro pode comprar remédios, mas não comprará a saúde das pessoas! Mude já, mude para melhor. Fique de olho no meu blog www.Até a próxima e boa semana.

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jun 25
    

 

Sem dúvida alguma o presidente Lula é um grande comunicador. Fala de maneira que atinge em cheio o grosso da população. Talvez aí esteja a justificativa de parte de sua grande popularidade.

 Foram inúmeros momentos durante seus dois mandatos em que o Presidente conseguiu driblar crises e desviar o foco dos problemas.

 Esses momentos foram desde o mensalão, passando por denúncias envolvendo seus familiares, pela crise do PT, até mesmo a crise internacional e agora chega ao “conflito”: incentivar setores que foram afetados com a crise, retirando parte dos tributos ou canalizar recursos diretamente aos pobres.

 Observaram como ele fala diretamente ao povo mais simples, sem intermediários, sem interlocutores.

 Imagine a reação de alguém que está desempregado, sem recursos para sustentar a família. Sem dúvida dirão: “este é o nosso presidente, dando dura do meio empresarial”, com o diz a moçada: “esse é o cara”.

 Evidentemente que a fala dele tem um propósito: alertar o meio empresarial que não adianta reduzir a carga tributária dos produtos se esta redução não chegar ao preço final, na ponta do comércio. Mas a prática aponta que os setores, para sobreviverem, não têm outra alternativa senão a de reduzir os preços. É caso da indústria automotiva que está viva em função da desoneração fiscal. Mesmo a linha branca vem garantindo volume de vendas em face da queda dos tributos.

 Em sã consciência dificilmente um segmento deixaria de repassar queda em seus custos aos preços finais só para aumentar a margem de lucro, sabendo que com preço mais elevado as vendas cairão. Então quem será que o presidente Lula quis atingir?

Penso que ninguém diretamente. Ele quis mesmo é marcar presença, quis falar o óbvio que é distribuir recursos públicos diretamente as pessoas, prática, aliás, comum neste governo através das “bolsas” implementadas nestes últimos anos.

Observem que a colocação tem pouca praticidade. Atingiria quem? Com qual critério? Em que volume? De onde viriam os recursos?

O que é preciso considerar é o tamanho que o Estado brasileiro está tomando. Gastos em crescimento, empreguismo, corrupção, desvios, falta de qualidade nos gastos públicos, baixos investimentos, enfim, uma verdadeira bomba relógio que explodirá no próximo governo.

O Lula gosta mesmo é de sofismar. E de sofisma em sofisma vai aumentando sua popularidade.

Desonerar a produção ou dar dinheiro aos pobres? Quem quer vida digna, sabe que tem que ser o senhor de seu destino, portanto, não quer esmola, quer trabalho. A resposta cada de um de nós já sabe.

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jun 23
    

 

 

Já teve curiosidade em ler a ata do Copom? Penso que vale a pena gastar um tempo analisando o que a autoridade monetária pensa da economia brasileira. Para acessar a ata visite o site do Banco Central: www.bcb.gov.br. Há um ícone com a ata do Comitê. A ata relata o comportamento do mercado de crédito, de trabalho, comércio exterior, entre outros, e o que é mais importante, faz projeções sobre o possível comportamento da economia.

 

O que ata trouxe de importante?

A ata da última reunião do Comitê foi publicada na última quinta-feira, entre várias informações relevantes podemos destacar que o governo trabalha com reajuste zero para o preço do combustível em 2009. Também indica novas rodadas no sentido de reduzir a taxa básica de juros, chamada de Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia). Serão reduções menores do que as verificada até agora, mas virão, apontando uma Selic na casa dos 8,75% ao ano, contra uma taxa atual de 9,25% ao ano. Ficou demonstrada na ata, preocupação adicional sobre o nível de atividade econômica, que indica recessão para 2009.

 

Quem participa do Copom?

O Copom foi instituído em 20 de junho de 1996, com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e de definir a taxa de juros. Em 1999 o Brasil passou a adotar a sistemática de metas de inflação, ou seja, projeção da inflação para os 12 próximos 12 meses, forçando assim o governo a trabalhar preventivamente.

As reuniões ordinárias do Copom dividem-se em dois dias: a primeira sessão às terças-feiras e a segunda às quartas-feiras. As reuniões ocorrem a cada 45 dias, prevalecendo os dias da semana aqui citados. O Copom é composto pelos membros da Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil: o presidente, que tem o voto de qualidade; e os diretores de Política Monetária, Política Econômica, Estudos Especiais, Assuntos Internacionais, Normas e Organização do Sistema Financeiro, Fiscalização, Liquidações e Desestatização, e Administração, totalizando 8 membros mais o Presidente do Banco Central.

 

Serviço de Atendimento ao Consumidor

A lei é nova e muitas operadoras de telemarketing ainda não se enquadraram, mas o consumidor deve denunciar quando seu direito não é respeitado: O SAC - Serviço de Atendimento ao Consumidor, deve funcionar 24 horas por dia, 7 dias por semana, ou seja, nunca parar. Além disso o atendimento deve ser gratuito. Outra coisa: um serviço cancelado pelo consumidor deve ser aceito imediatamente independentemente de eventuais pendências financeiras. A empresa terá no máximo 5 dias para atender as reclamações e dar solução. Para exercer seu direito anote o número do protocolo e no caso de descumprimento da lei, denuncie junto ao PROCON.

 

Consumo responsável

O sistema capitalista indica: consumo, logo existo! E a nossa vida virou uma loucura. Trabalho, mais trabalho, na tentativa de conseguir mais dinheiro para consumir mais. Felizmente está surgindo uma nova onda, indicando o chamado consumo responsável. Este consumo responsável, deve ter como base mudanças nas atitudes do consumidor. Antes de comprar, pergunte a si mesmo: necessito realmente do produto que vou comprar? É de boa qualidade? Como posso ter certeza disso? É possível consertá-lo, reutilizá-lo ou reciclá-lo? Posso compartilhá-lo com outras pessoas? Escolhi o produto que faz menos mal ao meio ambiente? Na hora de comprar certifique-se se os produtos não danificam o meio ambiente em seu processo de elaboração (emissões e resíduos contaminantes) e descarte, depois que termina seu ciclo de vida, se as informações importantes sobre o produto estão especificadas nas etiquetas e correspondem ao real conteúdo da embalagem e se existe uma certificação ambiental expedida por uma entidade independente ou autorização do poder público. Consumo responsável protege mais o meio ambiente do que economizar água fazendo xixi no banho.

 

Juros abusivos

Há inúmeras teses desenvolvidas por advogados, apontando a prática de juros abusivos na relação cliente/banco. Apesar de no Brasil os juros serem livremente pactuado entre as partes, há entendimento legal que taxa de juros que ficam acima da média de mercado seriam abusivos. Há uma figura jurídica denominada “anatocismo” quando se verifica a incidência de juros sobre juros (juros compostos). Há espaço para uma discussão jurídica, solicitando revisão dos juros cobrados pelos bancos, principalmente nas modalidades cheque especial e cartão de crédito, em que os juros são elevadíssimos. Fique atento no valor dos juros cobrados pelo banco em que mantém conta, bem como na administradora de cartão de crédito, e percebendo abuso procure orientação. É seu direito.

 

Mude para melhor!

O dinheiro pode comprar um crucifixo, mas não compra a salvação. Mude já, para melhor! Um forte abraço.

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jun 22
    

 

O volume diário médio de depósitos em caderneta de poupança triplicou.

 

Com a queda dos juros básicos, que está atualmente em 9,25%, a remuneração de outras modalidades de aplicações, como é o caso da renda fixa e os fundos de investimentos, caíram.

 

A legislação estabelece que a caderneta de poupança deva render a variação da taxa referencial (TR), acrescida de 6,17% ao ano, o equivalente a 0,5% ao mês capitalizado de forma composta. Além disso, a caderneta de poupança é isenta de imposto de renda. Se houver mudança na tributação será somente o ano que vem, sendo que a proposta do governo federal ainda tem que passar no congresso nacional.

 

As aplicações tradicionais sofrem a incidência de imposto de renda regressivamente. Para exemplificar, aplicações com até 180 dias o imposto é de 22,5% sobre o ganho obtido no período.

 

Se considerarmos a combinação menor taxa de juros e tributação, o rendimento líquido efetivo das modalidades tais como renda fixa e fundos de investimentos (que ainda cobram taxa de administração) se aproxima da remuneração atual da caderneta de poupança.

 

O governo sabe que a caderneta de poupança estabelece o que podemos chamar de “trava” na queda da taxa de juros. Não houve previsão para juros abaixo de 10% neste governo. O Banco Central trabalhava com crescimento econômico acima de 5% ao ano e neste patamar juros acima de 10% são plausíveis para controlar a inflação. A recessão instalada no país mudou os planos do governo.

 

Mexer na poupança, na economia popular, não é trabalho fácil e tampouco a um ano das eleições.

 

Neste ano, na prática, há dois caminhos: segurar a queda dos juros básicos ou reduzir a tributação das aplicações.

 

Vale lembrar que os depósitos em poupança possuem vinculação, ou seja, 65% do volume depositado têm destino certo: habitação e infraestrutura. As instituições financeiras precisam continuar captando de outras modalidades para fomentar os empréstimos.

 

Avalio que os juros cairão e a tributação será reduzida.

 

Quanto aos investidores, mantenham suas posições atuais. A caderneta de poupança é atrativa, os números confirmar isso.

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jun 15
    

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No primeiro trimestre os números do produto interno bruto, que mede a riqueza do país, apresentaram queda de 0,8%. Como foi o segundo bimestre consecutivo de queda, tecnicamente o Brasil está em recessão. Recessão quer dizer que a economia atual produz menos do que a economia em períodos anteriores. Na soma da riqueza total do país a produção atual é semelhante à produção de 2007. Encolhemos. Vale lembrar que a população continuou crescendo, portanto, na média, estamos mais pobres.

PIB baixo, juros em queda

Não teve outro jeito: o Banco Central se rendeu a realidade e reduziu novamente a taxa básica de juros, a Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia). A taxa básica está em 9,25% ao ano. É a menor da história. Conseqüências principais: 1) Menor custo para rolagem da dívida interna. Impacto direto nos juros pagos pelos títulos públicos federais que remuneram exatamente a taxa Selic; 2) Queda dos juros para os aplicadores. Neste caso a Selic é uma espécie de balizador. Caiu a taxa básica, cai a remuneração oferecida pelos bancos; 3) Queda dos juros para os tomadores de recursos. Será inicialmente uma queda tímida, mas abre espaço para quedas mais expressivas ao longo do tempo. Para o capital estrangeiro a atratividade ainda está mantida pois o resto do mundo pratica juros muito menores do que o Brasil.

O objetivo é aumentar o consumo

Juros menores estimulam o consumo. É a política monetária agindo no sentido de estimular os consumidores a anteciparem suas compras. É uma das maneiras que forçar o nível de atividade econômica para cima. Com o nível de PIB do primeiro trimestre, não tem porque engessar a economia. Além disso a inflação está comportada, portanto, espaço tranqüilo para queda dos juros. Outra coisa: fica mais fácil ao governo atingir a meta de superávit (sobra) fiscal, pois pagará menos juros da rolagem da dívida.

Dar mesada as crianças é educar para o mundo financeiro

Muitos já se depararam com as crianças pedindo R$ 5,00 ou R$ 10,00. Em vez de simplesmente dar o dinheiro institua uma mesada ou melhor uma semanada. Uma boa idade para a criança começar a receber a mesada é a partir dos 6 anos. Esse dinheiro ensina a criança a gerenciar gastos e a fazer planos dentro daquilo que recebe. A soma de dinheiro é pequena, a criança cometerá erros, os quais não são fatais, e logo aprenderá que o dinheiro se não cuidado corretamente, acaba bem mais rápido do que pensamos.

Comece com pouco dinheiro

Não comece com valor elevado. Respeite a idade. Como já colocamos em outra oportunidade, dê semanalmente o valor da idade da criança: 6 anos - R$ 6,00. 7 anos - R$ 7,00 e assim por diante.
Não devemos generalizar, cada casa apresenta uma realidade diferente. Certifique-se que a criança já sabe somar e subtrair e não tenha receio em introduzi-la no mundo das finanças. Antes de começar, no entanto, converse com a criança sobre o que ela quer fazer com este dinheiro. Crie uma planilha com os itens que a criança gostaria de adquirir com sua mesada e sobre a quantidade que você poderá dar como mesada.

Lembre-se que a cada aniversário, a mesada sobe. E a criança conta com isto.
Caso não seja possível, por ter muitos filhos ou a situação está apertada, não se preocupe e não se coloque em apuros. Acerte um valor que possa cumprir sem problemas, a criança vai esperar a quantia combinada. Caso sobre uma vez ou outra, aí você compensa em algum presente.

Converse com outros pais

Se possível, entre em contato com alguns pais dos amiguinhos de seu filho para saber quanto às outras crianças estão recebendo e o que elas costumam comprar com este dinheiro. Fazendo isto, você saberá que não está exagerando nem deixando seu filho com muito menos que as crianças que convivem com ele.
Condomínio: multa de 20% somente para dívidas até 2003

Muitos administradores de condomínios entendem que a multa por atraso no pagamento do condomínio é de 20%. .O entendimento da Justiça tem sido o seguinte: dívidas feitas antes do novo Código Civil, que entrou em vigor em 11 de janeiro de 2003, devem respeitar a multa estabelecida na convenção, limitada a 20% ao mês. Para as dívidas de condomínio feitas depois do novo Código, a multa máxima é de 2% ao mês. Veja como está a prática em seu condomínio.

Fundo de Garantia para compra de casa própria.

Com tantas ofertas de imóveis vem sempre a necessidade de mais recursos. Afinal quando é possível utilizar o Fundo de Garantia para aquisição de sua casa? Pode usar o FGTS o trabalhador que comprovar no mínimo três anos de trabalho sob regime do FGTS e que não for proprietário nem estiver em processo de compra de imóvel residencial concluído ou em construção no município onde exerça sua ocupação principal ou no atual município de residência. Como a remuneração do FGTS é de TR (taxa referencial) acrescida de 3% ao ano, é recomendável, sempre que possível, o uso deste dinheiro para ajudar na aquisição da casa própria. Os juros são menores do que os oferecidos no mercado.

Mude para melhor!

O dinheiro pode comprar o divertimento, mas não compra a felicidade. Não seja escravo do dinheiro. Mude já, para melhor! Boa semana e visite o blog, Abraço.

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jun 10
    

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O Brasil está em recessão técnica se considerarmos os números sobre o desempenho da economia divulgados pelo IBGE referente ao primeiro trimestre deste ano.

O Produto Interno Bruto que mede a riqueza do país caiu pelo segundo trimestre consecutivo, caracterizando conceitualmente recessão. Para se ter uma idéia a economia brasileira atual está do tamanho da economia de 2007. Devemos considerar que a população e o próprio Estado cresceram neste período, portanto, em média, estamos mais pobres.

O PIB teve bom desempenho do lado do setor de serviços, com crescimento de 0,8%, também ajudou no desempenho do PIB o consumo das famílias com crescimento de 0,7%, assim como o gasto do governo, com crescimento de 0,6%. Na outra ponta puxaram o PIB para baixo as exportações (-16%), os investimentos, que observou desempenho negativo de 12,6%, o setor industrial com queda de 3,1% e o setor agropecuário com queda de 0,5%.

Observem que setores importantes com a indústria e o agronegócio caíram. Mas o que chama a atenção é a queda do nível de investimentos. São os investimentos que permitem nova rodada de geração de riqueza. Queda agora, resultados ruins ali na frente.

O setor de serviços tem sido o grande abrigo de boa parte da geração de riqueza. Com ciclos de caixa mais rápidos, com maior pulverização em relação ao número de empresas, na média, o setor ajudou a segurar a geração de riqueza no país. O crédito mais abundante barato tem também seu efeito: o consumo das famílias subiu.

Considerando que os dados divulgados são um retrato e que a economia se assemelha muito mais a um filme, pela sua dinâmica, podemos afirmar que, a combinação da desoneração fiscal e queda nos juros, mudou e mudará os resultados dos trimestres a serem apurados pelo IBGE, mesmo considerando que o nível de investimentos está aquém do desejado. Desta maneira ficaremos somente com o conceito de recessão, pois no mundo real, neste momento, já sinais de reversão do desempenho econômico.

O governo Federal até comemorou o desempenho da economia dizendo que havia muito pessimismo no mercado, que a queda foi menor do que a prevista, contudo, avalio que o Presidente e seus assessores deveriam ser mais prudentes, pois o próprio governo errou em exagerar no otimismo inicial. Não acertaram nem os pessimistas do mercado e tampouco os otimistas do governo.

Independentemente de quem acertou ou errou é fato que o setor público tem papel importante na velocidade da recuperação: melhorar a qualidade de seus gastos, afrouxar a política monetária, continuar com a desoneração fiscal e atuar de maneira responsável, identificando gargalos e setores que passam por dificuldades, com ações práticas e certeiras.

Retrato é retrato, mas sempre enseja reflexões.

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jun 8
    

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A Bolsa de Valores

Depois de amargar perdas significativas, a Bolsa de Valores de São Paulo apresenta excelente desempenho neste ano. Na prática o que se observa é a entrada firme do capital estrangeiro, que vem em busca de boas oportunidades de ganhos , coisa que o Brasil oferece. Não somente a Bolsa tem bons atrativos, por exemplo, os títulos públicos do Brasil remuneram em torno de 6 vezes mais do que um título de um país de primeiro mundo, como os Estados Unidos.

Os pequenos investidores têm vez na Bolsa?

Avalio que os pequenos investidores devem experimentar aplicar em ações. Sugiro que apliquem no máximo 15% do valor disponível e que a aplicação seja para pelo menos por 1 ano. Desta maneira o risco é diluído e neste horizonte de tempo foge-se das fortes oscilações. As Corretoras de Valores aceitam aplicações a partir de R$ 300,00. É uma aplicação que envolve certo risco, ou seja, pode ganhar ou perder, mas somente aplicando é que será possível conhecer melhor o mundo das ações.

O CDI

CDI é a sigla para Certificado de Depósito Interbancário. Este certificado rende uma taxa de juros. Um investidor comum não pode comprar um CDI, pois ele é negociado entre bancos. Mas é possível, por exemplo, combinar com o banco que um Certificado de Depósito Bancário – CDB, renda 98% ou 100% do CDI. Há fundos de investimentos que rendem um percentual sobre o CDI. Por isso usam a expressão DI em algumas modalidades. O CDI tende a oferecer uma taxa de juros maior do que os juros normais praticados no mercado. Em momentos de incertezas, aplicações em papéis que guardem uma relação com o CDI é uma boa indicação.

As etapas da guerra chamada poupar

Muitas pessoas não conseguem guardar dinheiro porque se rendem a sociedade de consumo e acabam confundindo os verbos necessitar e precisar com o verbo desejar. Por exemplo: em vez de dizerem necessito de um carro ou preciso de um carro, deveriam dizer, desejo um carro. Com isso a tentação é superada e em seguida viria a segunda pergunta: tenho dinheiro para comprar um carro? Se a resposta for não, ficará somente no desejo e o endividamento é evitado. É como se fosse uma guerra: poupar é a primeira batalha, investir corretamente, fazendo seu dinheiro crescer, é a segunda. Usufruir dos resultados obtidos é vencer a guerra!

O sonho do brasileiro é ser padrão

Diferentemente de outros países meus brasileiros gostariam de construir seu próprio negócio, ou seja, ser patrão. Partem para negócios de pequeno porte e acabam não indo bem em função da falta de planejamento. Estatísticas apontam para mais de 35% de encerramento das atividades no primeiro ano de vida da empresa. Os negócios próprios acabam sendo arriscados porque o empreendedor concentra todas as suas energias e recursos financeiros em um só negócio. É a velha estória de colocar os ovos em uma única cesta. Na prática o empreendedor não se beneficia da diversificação. Pode ser um bom caminho para fazer riqueza, mas pode ser um caminho para perda de muito dinheiro. Seu sonho é ser patrão? Então faça um bom plano de negócios, planeja, profissionalize, conheça o mercado e reduza os riscos.

Quando é recomendável tomar crédito

Os juros são absurdamente elevados no Brasil. Isto a maioria das pessoas tem consciência. Então quando é recomendável tomar crédito? Em se tratando de empresas, pode ser interessante tomar crédito para comprar uma mercadoria necessária, que tenha sinalização de alta de preços. Pode-se ainda tomar crédito para investir em um negócio, cuja rentabilidade seja bem superior que os juros a serem pagos. Outra recomendação é tomar crédito para quitar integralmente a fatura de cartão de crédito e o cheque especial. São modalidades com juros exagerados. Também vale a pena tomar crédito para pagar um empréstimo cuja taxa de juros é superior a esta nova modalidade. E evidentemente o crédito é bem vindo quando ocorrem emergências. Neste último caso é importante manter sempre o cadastro bancário atualizado. Fora estas situações, juntar dinheiro, poupando é o melhor e mais barato caminho.

Prêmio da Revista Atenção

Quero cumprimentar o jornalista Luiz Carlos Cordeiro pela perseverança em manter sua Revista “Atenção” e pela realização do evento que premia personalidades da cidade, o chamado Prêmio Atenção. Também parabenizo os agraciados com o prêmio e agradeço a lembrança de meu nome como destaque na área de economia. Fiquei emocionado com a homenagem à minha saudosa esposa Renata Cafeo. O troféu que recebi, recebeu seu nome. Cordeiro obrigado e um abraço.

Mude para melhor!

Solenize sempre suas conquistas, por menores que sejam estas conquistas. É o sabor de viver. Mude já, mude para melhor! Até a semana que vem.

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jun 4
    

 

Números disponibilizados pelo Banco Central do Brasil apontam para normalização no volume de crédito concedido no mercado.

 

Com o advento da crise internacional os bancos e demais intermediários financeiros se retraíram por prevenção, acreditando que a poderia ocorrer um crescimento na inadimplência. Foram duas decisões conjuntas que reduziram o apetite em emprestar recursos: provisionamento para eventual aumento da inadimplência e maior seletividade na concessão de crédito.

 

Neste momento, já de olho na recuperação da economia (lenta, mas indicando recuperação) os intermediários financeiros começam a voltar ao mercado.

 

Com a queda da taxa básica de juros, a Selic, uma forma de aumentar os ganhos dos bancos é emprestar ao público. É aquilo que as empresas não-financeiras já fazem: reduzem preços e ganham no volume. Desta maneira, há um aumento na competitividade entre bancos.

 

Os bancos oficiais, ligados ao governo Federal, já deram o primeiro passo no sentido de alinhar as taxas dos financiamentos a esta nova realidade da economia brasileira, que é de conviver com juros em patamares menores.

 

Quando se pensa no consumo as duas principais molas propulsoras são: renda e crédito. Considerando que a renda está em parte comprometida, quer pelo menor nível de emprego, quer pelo achatamento dos salários ou até mesmo pela própria retração do consumidor, o crédito barato pode ser a grande fomentadora do aumento do nível de atividade econômica no país.

 

Devemos trabalhar fortemente para que os juros no Brasil sejam compatíveis com estabilidade econômica, saindo da zona da especulação e entrando no campo do apoio a geração de riqueza.

 

A expansão de crédito é extremamente necessária.

 

 

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mai 26
    

Os números do setor externo brasileiro podem ser considerados animadores. Depois de registrar uma saída maciça do capital estrangeiro o país volta a receber dólares em grande quantidade.

 

Os investimentos externos totalizaram US$ 3,4 bilhões em abril. O saldo de transações correntes, que é resultado dos saldos das balanças comercial, de serviços e de transferências unilaterais, apresentou superávit de US$ 146 milhões, depois de amargar 18 meses de déficit.

 

O capital estrangeiro vem ao Brasil para realizar lucros. O prêmio que o país paga é excelente. Só para ilustrar, sem considerar efeitos da inflação e outras variáveis, como a variação cambial, a diferença entre os juros básicos internos e a média externa, chega ser de 6 a 8 vezes maior. Prejuízo lá fora, busca de lucro aqui.

 

Isto não deve ser considerado de todo ruim, pois movimenta o lado monetário da economia. Devemos entender que, se a crise atingiu primeiramente este lado da economia, ou seja, o mercado de ações, de títulos, enfim o mercado do dinheiro, é natural que estes setores sejam os primeiros a se recuperar.

 

O alerta vai no sentido da valorização do real frente ao dólar. Com entradas volumosas de dólares, a oferta é ampliada e, sem a mesma contrapartida em termos de demanda, a cotação cai. O Banco Central está atento, tanto que vem intervindo sistematicamente no mercado. Dólar barato estimula as importações e dificulta as exportações.

 

Considerando que muitas empresas conseguiram superar a questão cambial, pois exportaram a um câmbio na casa de R$ 1,60, ter agora um dólar flutuando em torno de R$ 2,00 não pode ser considerado o fim do mundo.

 

Se precisávamos de algum indicador positivo para voltar a enxergar luz no fim do túnel (apesar de muitos não avistarem nem o túnel) o setor externo brasileiro se apresenta como tal.

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mai 15
    

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01- O que o governo pretende?

Quer desestimular a migração de recursos dos fundos de renda fixa para a caderneta poupança, pois com a queda dos juros essas modalidades estão com rendimento muito parecido com a tradicional caderneta de poupança.

02- Entra vigor imediatamente?

Não. Depende da aprovação do Congresso Nacional. Se aprovada só poderá entrar em vigor no ano que vem.

03- Quem será tributado?

Quem tem aplicações acima de R$ 50 mil. Até este valor nada muda.

04- Quantas pessoas serão atingidas?

Somente 1% dos que aplicam na caderneta de poupança possuem aplicações acima de R$ 50 mil, portanto, 99% estão fora.

05- Posso abrir várias poupanças para não atingir os R$ 50 mil?

Não adianta fazer isso, pois a tributação será na declaração do imposto de renda, portanto, terá que somar as cadernetas de poupança e se o valor for superior a R$ 50 mil será tributado.

06- O rendimento muda?

Não. Continuará rendendo TR (Taxa Referencial) acrescida de 0,5% de juros ao mês. O rendimento líquido será menor se houver tributação, mas como colocado, até R$ 50 mil não há incidência do imposto.

07- O governo vai mudar os fundos de investimentos?

Se os juros voltarem cair (juros básicos), tudo indica que a tributação que é atualmente de 22,5% (aplicações até 180 dias) poderá cair para 15%, oferecendo um rendimento líquido maior.

08- O que faço com a poupança, mexo?

Não. Como nada mudará este ano, não tem porque mexer na caderneta de poupança.

09- Eles podem confiscar o dinheiro como foi no Plano Collor?

Não há mais ambiente para isto. Esta prática está descartada.

10- Se eu tiver R$ 60 mil no ano que vem, devo deixar R$ 50 mil na poupança e aplicar R$ 10 mil em fundos de investimentos?

Depende do risco que quer correr. Também dependerá dos juros à época. Na situação atual esses rendimentos estão muito parecidos, portanto, traria pouca vantagem.

11- Quem tem poupança em nome do filho, da esposo, enfim, de entes da família como fica?

Se forem dependentes para efeito de imposto de renda, todos as cadernetas de poupanças serão somadas e se ultrapassar o montante de R$ 50 mil, serão tributadas.

12- Como será a tributação?

Exemplo: Aplicação de R$ 60 mil. Juros básicos em 10,25% (como é hoje). Retire os R$ 50 mil. Sobram R$ 10 mil. Supondo um rendimento anual de 7% na poupança. Ganho sobre os R$ 10 mil de R$ 700,00. Para juros de 10,25% há um redutor de 80%, portanto, a base de cálculo do imposto será R$ 140,00. Neste exemplo tem a TR que será de R$ 20,00, no caso é isenta, portanto, o imposto irá incidir sobre R$ 120,00. Se a pessoa tem renda na faixa de tributação de 27,5%, por exemplo, terá um imposto de renda de R$ 33,00 para o ano todo.

13- Como é a tabela de abatimento?

Taxa Selic Anual

Percentuais de abatimento

De 10% a 10,5%

80%

De 9,99% a 8,75%

70%

De 8,74% a 8,25%

60%

De 8,24% a 7,75%

40%

De 7,74% a 7,25%

20%

De 7,25% a zero

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